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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

números

A menina levanta a mão:



"Professor, e como calcula...Felicidade Média?"



. . .

portas, janelas

Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar. . .
Entram por vezes, fragilidades, gostos de lágrimas, medo, necessidade de esperança.
Portas e janelas deixam que entrem luz, carinho e sonhos bons.
O vento toca as portas e janelas, permitindo que se fechem. A pureza de criança, intrínseca e inerente, dá um jeitinho de levantar os pés (ficando de ponta de bailarina) para forçar a maçaneta.

"Nunca diga que não consegue, que as coisas são difíceis demais...Ser pequena é só um jeito de olhar..."

Aproveitando a ponta de pé, já dança e voa pela sala, porque as preocupações se fazem cessadas... E moram num reino longe, longe.
As mudanças (chuva ou Sol, dores e dissabores, êxtases e passos largos até o mais alto) geram, sim, crescimento.
Não importa quando venham, elas que corram para alcançar, pois estará sempre arraigada em si mesma. Amando.
Todo dia é dia de crescer. Todo dia é dia de olhar. Olhar coisas que ninguém vê.

"As pessoas já não páram. Não olham para si... Estão se…
. . . é como se as coisas que vivemos tivessem nos trazido até aqui, e nossa história tivesse regado pequenas semente-sensações, que hoje brotam e hão de brotar. . . Sim. . . não somos apresentados a cada momento, mas os reconhecemos logo de cara numa semelhança fina com os nossos íntimos sonhos. . . . . . .

penélope

Quando eu era pequena, amava ursos de pelúcia. E ainda hoje. (!)

Penélope, primeiro presente que lembro-me nitidamente de ter escolhido.
Lembro-me sim e, como se fosse hoje de manhã: Minha mãe me pegou no colo, deu uma bela olhada na loja inteira e soltou de surpresa: "Pode escolher o que quiser.".

E eu, no auge dos meus 5 bem aproveitados anos de idade, e no meio de uma loja cheia de pinduricalhos, ursos de pelúcia enormes, brinquedos sofisticados e objetos cheios de luzinhas piscantes, não quis nem saber: Só olhei para aquela ursinha branca e pequena, com um macacão rosa, que todos passavam e não a viam e, que se apertassem suas mãos, as bochechas ficavam cor-de-rosa.

"Ela. Ela que eu quero, mãe. A Penélope!"

A cara dela não foi de espanto, mas de aprovação, apesar de ter questionado: "De onde tirou esse nome, menina?". Hoje, imagino que ela deve ter achado um tanto estranho e que não compreende até hoje porque deposito carinho nessa ursa.

Eu entendo muit…