28 de abril de 2008
Um ônibus, um riso
{nonsense}
Uma conversa agradável
Dois olhos fechados, uma cabeça, um ombro, três lágrimas e meia caem manchando a camiseta que eu te dei.
Vira a página: frescor de uma lembrança pícara.
Diferenças desiguais, iguais, desiguais
convívio gera dor de gêmeo, acontece.
O olhar traduz, a palavra confunde
pronto, era só pra gente rir.
Quero ser seu feixe de esperança
{ quando só mesmo a esperança restar }
E também a risada mais gostosa e incontida
da piada secreta, viva e pulsante até pra sempre.
Não preciso de juras, promessas e declarações,
pausas, fragmentos de você, dúvidas de nós,
perguntas, relatórios, pedidos levemente impostos...
distribuir folhetos com nossas fotos, pra que vejam como somos felizes.
Não. { ! }
Preciso só de você, do jeito que é, comigo aqui:
olhando nos meus olhos
daquele jeito puro e confortante
do diálogo mais profundo, não vocálico...
E da graça das manhãs de sábado
quando paramos pra desabar nossas noticias semanais.
É só parar por um instante - durante o corre-pra-lá do dia corrido -
e vem a melodia daquela canção que nos en{canta}
um viva pra naturalidade sem sufoco, sem esforço.
Pode brigar comigo quando me ver caminhando t o r t a m e n t e
E vamos por aí, nas ruas da cidade,
comer maçãs.

Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

4 comentários

  1. Oi Marina!

    Pedacinhos poéticos que vão se juntando e juntanto e juntando e dá um Sr. texto no final.

    Beijo.
    Karla Jacobina

  2. Cacau says:

    Maçãs do amoooor!
    Gosto do que você faz com os {} sabe?

  3. muito bonito, marina.
    me comoveu

  4. Menina Marina...

    Ótimo Texto.
    Dói na alma de quem conhece.
    Ilumina a criança poeta de cada um de nós.
    Um misto, de beleza e dor-in-verso, que en{canta}, pra valer.

    Parabéns!