7 de abril de 2008



Eu gosto dessas manhãs.
Acordar cedo me causa fadiga, mas de uns tempos pra cá o ato de levantar da cama tem sido muito saboroso.
Eu fico resistente, com vontade de hibernar, até a hora de sair lá fora e sentir aquele frio não-congelante invadindo os poros da pele, quase pedindo licença...
O céu branco esconde alguma coisa e dá vontade de ir lá descobrir, não sei se esconde claro, não sei se esconde escuro, não sei se esconde mil histórias e cenas desenhadas pelos formatos das nuvens.

O tempo passou, meus passos passaram e o Sol apareceu. Bem vinda seja a luz! Que aquece aqueles que pedem pra que cesse o frio {da alma} .
Agora é hora da nostalgia trocar de lugar com o céu branco e trazer consigo um tempo agridoce. Aquele tempo de outros outonos, de risadas incontidas, de abraços confortantes, de olhares estáticos e expressivos. . . E surpreendentemente uma saudade pra frente, do que ainda não conheço, daquilo que sonho e aspiro com as forças cardíacas e, pulmonares.
Esse tempo me faz parar pra olhar. Me pede sutilmente que eu não viva meus dias sem sentido, sem percepções: acorda, come, trabalha, dorme, acorda {...} . Não, viver assim é aprisionar-se a um labirinto muito do SEM-GRAÇA.


Nossos dias são tão leves e marcantes quanto queremos que eles sejam.


Eu gosto, gosto do outono.

Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

1 comentários

  1. Magaaa...
    Lindo lindo.
    Me transportei pra dentro do seu texto, quase não percebi que já é noite.
    'Concordo. Os nossos dias tyem a importancia que damos a eles.'
    .
    P.S. Precisamos conversar, saudades das nossas gargalhadas sem motivos.
    P.P.S. Mah esse blog que tah no url está em construção. oks??
    Beijos