18 de abril de 2008
/ O bucólico e o caótico moram aqui,
quem tem olhos que veja. Vês?
Procure, rasgue, revire do avesso
e ainda assim:
parte de mim não será visível, se [eu] quiser.
Arrisco me definir sem me delimitar
convivo comigo, me sei.
sou o movimento, a intensidade que eu achei pra mim
que não é a mesma que a sua, que a sua, que a sua.
Gosto de sentir as dores do jeito que é bom:
-cutucando cada ferida.
Elas passam, passam sim.
Não se engane com minha aparente fortaleza
olha no meu olho, vês doçura?
Quem tem olhos que veja:
o doce tem nome, e é CACAU.
não desista:
às vezes digo o que não quero, quero o que não digo,
perceba sem que eu precise me esforçar.
No final, eu sei, estarei no lugar certo na hora certa
e vou parar só pra admirar.
a protagonista da minha vida sou eu, caos.
Falais baixo se falais de amor,
esse é meu idioma, não ligue...
Eu guardo um oceano aqui dentro
{ as ondas chegam até a praia }
e, voltam.
em breve, o vento as leva pra mais longe [!]
eu sei, eu sei, caos.\


{ à cacau grando, com carinho }

Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

4 comentários

  1. Cacau says:

    QUE LIIIIIIIINDO ;____;
    emocionei ;____;

  2. e voltam e voltam..
    e nunca cessam de voltar..
    belo poema

  3. Mah, tenho passado sempre por aqui, e vc sempre deixa um gostinho diferente no meu dia!
    Hoje em especial.
    .
    Beijos
    =))